É com grande satisfação que adentrei (no dia 30) ao que neste ano decidi chamar de inverno astral. Me ocorreu assim nomear os 30 dias que antecedem minhas 39 primaveras porque observo mudanças internas e suas influências externas com as quais fico feliz. Gostei do que li sobre o assunto e vejo porque jamais concordei muito com a alcunha mística ou religiosa que se dá ao mês do aniversário. Afinal, são 30 dias até você encontrar-se na data e horário exatos em que nasceu, motivo e tanto para alegria e celebração. Lembro que num ano desses passados, minha mãe ficou surpresa ao receber meu telefonema no dia do meu aniversário, antecipando sua tradicional chamada para as felicitações. Estranhou porque liguei para felicitá-la e agradecer.
- Hoje você me trouxe ao mundo, parabéns, obrigada!
Foi algo que me deu na telha fazer sem nenhuma motivação que não a compreensão do que meu aniversário significava para ela. Quantas pessoas ligaram, foram até a maternidade me ver, levaram para ela flores e lhe deram os parabéns. Passadas as sei lá quantas festinhas infantis nas quais ela também possa ter recebido parabéns pela filha (eu sempre parabenizo os pais nas festas, assim como os avós) acredito que não mais tenha sido felicitada por isso.
Neste ano meu estalo foi outro. Percebi um inverno dentro de mim, no qual permaneço quietinha, hibernando, aguardando o que o dia 30 me dirá sobre o novo que estará em mim a partir desta data. Não que eu espere acordar outra pessoa, sei que morremos com certos traços de personalidade e, sobretudo com certos valores. Mas acredito que vou concluir uma transformação em andamento. E isso é bom, sempre é. Então me diz, pra que chamar de inferno? Nem acredito neste lugar, apenas creio que ele deva ser um estado de espírito. O meu período é de inverno, aconchegante, de onde sairei feito um presente para mim mesma e, espero, para meus companheiros de jornada.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A saudade, as maçãs e o vinho
Longe de casa, há mais de uma semana, milhas e milhas distante do meu amor. Será que ela está me esperando? Eu fico aqui sonhando, voando alto, bem perto do céu...
Ela estava, como sempre, com uma beijoca cheia de saudade, do tamanho da que eu senti todas as noites ao deitar sem minha pequenina e ao acordar sem ter de preparar seu leitinho e chamá-la 557 mil vezes para sair da cama. Da terra da garoa sinto falta, adoro a rotina agitada, gosto dos estranhos solidários da cidade grande, dos amigos que são para sempre (não briguem comigo porque não deu tempo de nada nesses dias de feira, meus queridos e queridas) das possibilidades, das conectividades. Mas estar de volta à minha casa, ter a pequena Buda nos braços e ler seu cartãozinho de boas vindas é melhor do que tudo isso. Esta é a parte gostosa da vida, amar e ser amada. Para abrir a semana que merece ser leve, com descanso e paz, uns posts atrasados da press trip com O Globo pela serra catarinense, antes do embarque para o Salão do Turismo.
******
A paisagem em 300 hectares da vinícola, a mil metros de altura é o começo do nosso roteiro, observando a grandiosa construção em tijolos recicláveis, com aberturas em vitrô, idealizada por Manoel Dilor de Freitas. O passeio acontece desde a galeria de artes, onde já estiveram expostas obras de artistas como Camille Claudel e outros que integram o acervo de Lily Marinho (ela está fotografada entre tantos outros famosos conhecedores da bebida convidados para as degustações da Ville Francioni). No piso onde a uva se processa, vira vinho e é engarrafada toda a produção da VF, obras em mosaico de Rodrigo de Haro (o pai, Martinho, era joaquinense) promovem a integração entre o prazer de beber um vinho de boa qualidade (prometo que depois desse dia nunca mais reclamo de preço, agora que sei que uma simples rolha pode custar R$ 5,00, garrafas e barris são importados e bem caros. A média de preços da marca é de R$ 50,00) e o de observar a arte na parede. O sexto e último nível de maturação dos vinhos é escuro, com temperatura de até 18 graus, o lugar que Bettu chama de "coração da vinícola" tem cheiro acentuado de vinho e não mais do carvalho das barricadas. Lá os barris estão arranjados em pirâmides. Os tintos amadurecem nas barricas, depois nas garrafas, ensina o enólogo. Dentre os brancos, somente o Chardonnay carece desta etapa na garrafa. Lá tivemos o prazer de conhecer a mais nova criação de Bettu, a champagne VF que deverá ser lançada em 2011. Na foto, ele nos mostra como funciona o método de maturação do vinho na garrafa chamado champenoise, desenvolvido lá pelos idos de 1600, quando Don Perignon descobriu a fórmula dos espumantes. Curiosidade que Bettu nos acrescenta, ao permitir que degustemos a novidade: quanto menor e mais delicada a perlage, mais qualidade tem a bebida com a qual celebramos a vida. À noite, na residência anexa, disfrutamos de um delicioso jantar serrano protegidos pela calefação e bebemos mais um pouco do melhor de todos, ouvimos música, papeamos. Agora bem mais ousados, sabendo o que falar ou pelo menos testando a paciência de nosso sábio Bettu, a nos maturar a cada lance depois de misturarmos o líquido, percebermos o buquê, segurarmos o primeiro gole na boca e dispararmos nossas opiniões. Grazie, Bettu!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Xô perereca
Não era rã e sim perereca o "entrave" da pavimentação no lado catarinense dos Aparados da Serra, em Praia Grande. Paulinho, nosso guia geógrafo esclareceu e nos deu uma aula sobre o ecossistema local, sobre a origem das formações gigantes, fissuras e paredões que íamos conhecer adiante. Tá certo, a espécie está em extinção, não sabem se essa perereca sobreviveria em outro lugar e, se queremos turismo sustentável, vamos assim, com paciência e respeito pela vida. O acesso foi fácil, subimos de carro tranquilamente até o parque, admiramos e fotografamos os canyons (lindos!) tomamos muita chuva a espera de uma abertura da névoa que encobria a paisagem, com cachoeiras, uma mais surpreendente do que outra. As gêmeas são as mais incríveis! Lama nos pés, água nas lentes, aventura na tirolesa (encarei mais esta!) bóia cross, lareira, paçoca de pinhão e vinho regional. Na hora do banho, lá estava ela, a perereca rara, dourada (a cor é bonita que só) no meu box. Me olhando, como quem sugere: - esquece, deixa para amanhã que água não está esquentando muito a essa hora. Mas, sem banho não durmo. Também não ia comprar briga com o bichinho raro da região que me recebeu com tanto carinho. Inspirada na caçadora de gafanhotos (minha filha retira insetos de casa para devolver à natureza com muito zelo) peguei o copo do frigobar, um leque da campanha de carnaval seguro do Ministério da Saúde e improvisei uma gaiola até chegarmos lá fora, na grama, na chuva, no habitat dela. Pronto, cada uma no seu cantinho. Banho, Marina Silva na telinha, descanso dos justos em mais um sono pesado.
Na pousada da dona Maria (pousadacolina@hotmail.com) a do chalé fofo azul, com horta orgânica e um lindo fogão à lenha (meu sonho de consumo) fomos muito mimados. Comida caseira serrana, doces de compota, chá de alecrim, lanchinho para levar nos passeios e boas conversas ao redor da mesa da cozinha. Disse ela que, pelo que contavam "os antigos", o fogo "prende as pessoas". Ela mesma não consegue largar dali, enquanto a lenha mantém o calor na chaleira. Comprovado. Vira e mexe, lá estávamos nós perto do fogão, esperando a chuva passar para continuar a pauta externa. Maria começou recebendo hóspedes em casa, hoje tem um conjunto de chalés bem confortáveis e a casa dela virou recepção e restaurante aconchegante. Livros e algo para degustar sempre à mão, o pessoal adora passar o tempo na "casa grande". No meu caso, até os tênis de caminhar no rio de Mariana (a filha de Maria) me salvaram do despreparo para esta viagem. Choveu mais do que esperávamos e meu pequeno estoque de calçados na mochila inundou, esgotando-se facilmente. Paz e sossego que se busca na Serra com acesso à internet fazem a diferença, garante a empresária. Ela sabe que o viajante não abre mão da tecnologia para comunicação. Como é que vai postar as fotos no orkut ou no facebook e dizer: - eu tô aqui numa vida mais ou menos. É mesmo, olha eu aqui, não (ainda) de férias, mas dependente do sistema. Nossa companheira de press trip, roteirista de TV agradeceu poder entregar as duas últimas páginas do seu seriado diretamente do chalé. Eu escrevi releases e notas, chequei meu e-mail, André (o jornalista que acompanho na matéria) também resolveu suas pendências, enviou material.
- Mato ou não mato. De vez em quando seu pesamento se descola, vai longe e, sem perceber, ela deixa escapar diálogos e movimentos de cenas. Vai saber se não estaremos naquele capítulo? Tem vezes em que a roteirista parece capturar um trecho de algo nosso, nos observa demais.Valerie e Peter, ela norte-americana, ele escocês querem curtir os esportes radicais e ficar perto da natureza em Praia Grande. Estão na pousada mais equipada para isso, com instrutores de rappel, tirolesa, bóia cross, passeios de moto quadriciclo, a cavalo, arvorismo. Os dois embarcam comigo na subida de 10 minutos até o ponto de partida da tirolesa de pouco mais de 200 metros. Somente Valerie e eu somos autorizadas pelos instrutores. Peter estava acima do peso máximo permitido para os padrões de segurança da prática. Com a chuva, fica mais difícil freiar também. Ela me pergunta se tenho medo. Digo que não, para que minha parceira mantenha sua coragem e se jogue. Então, sou a primeira e tirar os pés da plataforma, presa por cabos nas pernas, fazendo meu assento no ar. Deslizei sobre as ávores numa velocidade de 40 km, de olhos bem abertos, depois de ter respirado fundo por orientação dos guias. Uma sensação muito boa essa de Jane das selvas. Valerie veio logo em seguida gritando: - ohhhhhh, greaaaaaaat! No bóia cross não nos arriscamos, os instrutores avisaram que nem daria, pois a chuva fez o nível do rio Malacara subir. Fomos ver as manobras de Frank nas ondas radicais, desviando de pedras, caindo e voltando para a bóia no esporte que é mania na cidade de Praia Grande. Antes a comunidade descia em flutuantes troncos de bananeira, depois passaram a utilizar câmaras de pneus de caminhão e hoje as bóias epeciais para a prática têm alças de segurança, os turistas podem praticar com o auxílio dos instrutores sem medo. Os meninos explicam que a pousada implantou o programa de certificação de Aventura Segura, do Ministério do Turismo com a ABETA (Associação Brasileira de Turismo de Aventura) e que isso acompanha o crescimento de adeptos. Em Praia Grande, no verão, a população se reúne para uma grande competição de Bóia Cross. Os troféus são disputados com muita garra e a cidade fica lotada de visitantes.
Seguuuuuuuura, Frank!
O fogo ficou aceso, mas uma hora a gente tem de partir. Até a próxima história, dona Maria!
De vez em quando, uma abertura de ceú e um espetáculo da natureza, obrigada!
sábado, 22 de maio de 2010
Boa noite
Pistas desordenadas, buracos ameaçadores, sinalização precária, megafilas exaustivas, desde o acesso à BR, ainda em Florianópolis. Estamos em obras, desculpem o transtorno, aviso aos navegantes. O caos temporário trará o absoluto desfrutar de um novo horizonte, aguardem. Quase seis horas de estrada nos esperavam. No caminho encanto os convidados apontando a Imbituba das Baleias, a Laguna de Anita. Jornalistas não esgotam pautas, a viagem começa com nossa integração contra o tédio do congestionmento. Causos, risadas, favas contadas de coberturas, vida de repórter, mais um gancho, nova edição e assim nos distraimos. Se o jantar de recepção na chegada ao pé da serra já deixara de ser possível, o negócio era encontrar um lugar à beira da estrada para matar fome, saciar a sede. Nada além de lamparinas vermelhas sinalizando diversão farta e de raras ofertas de frituras vencidas nas vitrines embassadas das lanchonetes. Decidimos abdicar da refeição. Nossa previsão de chegada estourara fazia tempo, diante da lentidão do tráfego gerado pelas barreira que despencaram sobre o asfalto em construção. Foi então que nosso guia (de direção e turístico) nos vem com a melhor opção esperada. Um rodízio de massas e pizza, em Araranguá. Na chegada, somos saudados com Namastê! (inclusive este era nome do estabelecimento). Em menos de 20 minutos éramos quatro felizes diante dos pratos de variadas massas e molhos, pizzas e uma garrafa (resfriada?!) de Cabernet. Tudo bem, ainda não começamos a degustação profissional, foi só nosso jantar de chegada improvisado no caminho com grata surpresa. Entramos em Praia Grande, passamos pelo pequeno centro movimentado pela sexta à noite e logo o asfalto vira chão batido. "Aqui não tá pronto ainda, por causa de um casal de rã que precisa ter seu território preservado", explica o nosso guia. Amanhã teremos detalhes sobre esta admirável decisão a respeito do progresso que abre caminho na natureza para o turismo, adianta ele. Eu que já vinha desmitificando a previsão alarmada de ciclone que assustava os colegas da imprensa carioca em nosso território, apontando uma ou duas estrelas que catei no céu e a lua clara entre as nuvens cinzas, valorizei a história das rãs (no melhor espírito Avatar) e assim ganhei um box verde na matéria. Agora estou teclando de um chalé azul com aberturas brancas bem fofinho, até parece uma casa de bonecas. Os fundos dão para a floresta coberta por uma bruma misteriosa de onde ouço a sinfonia noturna que me fará adormercer em poucos minutos. Estou na Pousada da Colina, que tem comunidade no Orkut e horta orgânica com as bananinhas mais doces que já experimentei na minha vida.
Amanhã às oito da matina seguiremos para o Canyon do Índio e Itaimbezinho e teremos uma trilha. Já decidimos percorrer talvez metade das sete horas previstas de caminhada. Não temos preparo físico para tal e concordamos que a visão do alto é o grande apelo.
Sinfonia de seres da floresta e agora a chuva são promessas de um sono calmo e profundo. Boa noite.
Amanhã às oito da matina seguiremos para o Canyon do Índio e Itaimbezinho e teremos uma trilha. Já decidimos percorrer talvez metade das sete horas previstas de caminhada. Não temos preparo físico para tal e concordamos que a visão do alto é o grande apelo.
Sinfonia de seres da floresta e agora a chuva são promessas de um sono calmo e profundo. Boa noite.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Pé na estrada
Ontem fui ao painel do jornalista e fotógrafo André Teixeira, de O Globo, no Floripa na Foto (UFSC). Vimos diversas situações flagradas pelas sagazes lentes de André, dramas, crítica política, humor, magia, cores, arte, gente, lugares em diferentes recortes da realidade. Discussão sobre a foto no contexto da notícia instantânea produzida pela internet (sites noticiosos e blogs), direitos autorais, ética, o futuro das mídias, sobretudo do jornal impresso. André aposta na sobrevivência do bom e velho, mas entende que é preciso "buscar maior profundidade" na abordagem dos fatos. O furo fica para a web. Gosto desse contato com os colegas de redação para me fazer sentir cosquinha na barriga com vontade de voltar para o jornalismo diário (não o que meu lá do outro lado do balcão não o seja). Mas é a paixão, a tal que a realidade não deixa passar disso. Basta relembrar a rotina enlouquecedora, os pescoções de sexta-feira, plantões em feriados e finais de semana, entre outros fatores que a maturidade profissional e pessoal (os rumos que a vida toma) nos fazem questionar...ah, deixa pra lá.
Hoje boto o pé na estrada acompanhando o jornalista em uma pauta para o caderno de turismo do jornal carioca. Vamos desvendar o mais novo roteiro turístico de Santa Catarina, lançado no ano passado no Salão do Turismo, em São Paulo com o vizinho Rio Grande do Sul. Nossa aventura começa nos cânions dos Aparados da Serra (lado catariensense). Percorreremos trilhas, subiremos serras, faremos contato com o que há de mais belo e grandioso nesta terra abençoada, a imensidão dos picos de onde quase se toca o céu.
Depois dos cânions, parque Aparados da Serra faremos um roteito de Enoturismo (outro produto catarinense que vai para a vitrine nacional no Anhembi todos os anos e faz um grande sucesso com o chope e a cerveja artesanais, assim como a paçoca de pinhão da Serra Catarinense) passando por São Joaquim e Urubici. Fotos e relatos, se a conexão permitir.
Hoje boto o pé na estrada acompanhando o jornalista em uma pauta para o caderno de turismo do jornal carioca. Vamos desvendar o mais novo roteiro turístico de Santa Catarina, lançado no ano passado no Salão do Turismo, em São Paulo com o vizinho Rio Grande do Sul. Nossa aventura começa nos cânions dos Aparados da Serra (lado catariensense). Percorreremos trilhas, subiremos serras, faremos contato com o que há de mais belo e grandioso nesta terra abençoada, a imensidão dos picos de onde quase se toca o céu.
Depois dos cânions, parque Aparados da Serra faremos um roteito de Enoturismo (outro produto catarinense que vai para a vitrine nacional no Anhembi todos os anos e faz um grande sucesso com o chope e a cerveja artesanais, assim como a paçoca de pinhão da Serra Catarinense) passando por São Joaquim e Urubici. Fotos e relatos, se a conexão permitir.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Nós chegaremos lá
Hoje abrimos nossa prática com o quinto e último príncípio do Yôga, o desapego. Em todos os sentidos, para tudo com o que ou quem interagimos, esta é uma virtude, acredito. Livres do apego, não sofremos, vivemos a plenitude da existência. Como nesta manhã éramos apenas mulheres, falamos mais sobre o desapego na criação dos filhos, pensando no exercício de compreender que os criamos para a vida, não para nós. Falamos de apego material e sobre como tudo é instável, mutável. Quanto a isso, me senti muito tranquila. Sempre tive a consciência que não somos, estamos, de que a vida é cheia de altos, baixos e intermediários, sobretudo quanto a trabalho, dinheiro, posição. Não ligo para isso. Trabalho é prazer e sobreviência para mim, por isso sempre estou feliz com o que tenho. Então chegamos no ponto crucial da lição, antes da prática. Sabendo que ninguém ali é monge ou candidato a iluminado, discutimos o apego ao Eu e como ele é necessário para as mães no momento de exercer o desapego com relação aos filhos. Olhar para si mesma, se dar tempo, importância a nossos outros interesses.
Porém, atingir a iluminação, como Buda, significa libertar-se do Eu. O objetivo mais desafiador consiste no domínio do ego, o inimigo número um do homem. Ainda mais na sociedade consumista, capitalista, desatinadamente competitiva. Mas vale o exercício initerrupto desse específico desapego, vale se conhecer, buscar o equilíbrio. Quando discutimos o código de conduta Brahmachari, uma quase iluminação, identificamos algumas possíveis abstinências que nem são assim tão difíceis, se temos uma conduta ética com relação a nós mesmos e aos outros. Alimentação, relação com a natureza e os seres, valorização e não vulgarização do sexo (até porque lidamos com uma energia de alto poder gerador de vida e de prazer, que deve ser usada com sabedoria) e da espiritualidade, com a qual conseguimos pensar e agir em harmonia com o universo. Para ilustrar o desap(ego) e disseminar o que aprendemos à luz do yôga, peço licença para postar o Narcizo de Vik Muniz, reproduzido (livremente) no Facebook (o famoso Livro Caras do querido amigo Marcinho).
Porém, atingir a iluminação, como Buda, significa libertar-se do Eu. O objetivo mais desafiador consiste no domínio do ego, o inimigo número um do homem. Ainda mais na sociedade consumista, capitalista, desatinadamente competitiva. Mas vale o exercício initerrupto desse específico desapego, vale se conhecer, buscar o equilíbrio. Quando discutimos o código de conduta Brahmachari, uma quase iluminação, identificamos algumas possíveis abstinências que nem são assim tão difíceis, se temos uma conduta ética com relação a nós mesmos e aos outros. Alimentação, relação com a natureza e os seres, valorização e não vulgarização do sexo (até porque lidamos com uma energia de alto poder gerador de vida e de prazer, que deve ser usada com sabedoria) e da espiritualidade, com a qual conseguimos pensar e agir em harmonia com o universo. Para ilustrar o desap(ego) e disseminar o que aprendemos à luz do yôga, peço licença para postar o Narcizo de Vik Muniz, reproduzido (livremente) no Facebook (o famoso Livro Caras do querido amigo Marcinho).
Bailo comigo
As liras, cítaras sempre me encantaram. Outro dia me pego rodopiando pela sala ao som dessa versão de Norwegian Wood, do Corneshop ( em When i was born for the 7th time) como se fosse Shiva. Ando atrás da escola de dança que me fará voltar a a praticar, desde que não seja Clássico, Jazz e nem Afro, não quero dèjá vu.
Em busca de algo mais próximo do agora cheguei a me empolgar outro dia numa apresentação de Flamenco com uma conhecida de quem descobri essa faceta na excelente performance. É forte, belo, carregado de sentimentos, mas com muito sangue quente nas veias para meu momento. Can-can, a dança francesa dos desenhos da Disney e filmes de western é aeróbica demais para os meus propósitos, mas vale uma aula experimental (só não consegui ainda encaixar na rotina de três turnos). Equanto isso, me permito ser autodidata, com adaptações aos passos e sons que me divertem pacas.
Em busca de algo mais próximo do agora cheguei a me empolgar outro dia numa apresentação de Flamenco com uma conhecida de quem descobri essa faceta na excelente performance. É forte, belo, carregado de sentimentos, mas com muito sangue quente nas veias para meu momento. Can-can, a dança francesa dos desenhos da Disney e filmes de western é aeróbica demais para os meus propósitos, mas vale uma aula experimental (só não consegui ainda encaixar na rotina de três turnos). Equanto isso, me permito ser autodidata, com adaptações aos passos e sons que me divertem pacas.
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