Quando meu pai comprou nosso primeiro video cassete, queríamos logo testar o aparelho. Mas não tínhamos nenhuma fita em casa. Aí, paramos numa locadora e eu desfilei pela frente daquela prateleira escassa atrás de algo que me interessasse. Até que um brilho neon fantástico na capa de um fita me empurrou para a escolha. Voltei para casa com o filme que marcara a leitura audiovisual dos 80 para mim e nosso ingresso às novas tecnologias de entretenimento doméstico. Era Xanadu, com Olívia Newton-John, revigorada, com nada daquele ar ingênuo de Nos Tempos da Brilhantina. Pelo contrário. A loira arrasou no circuito polainas e até hoje é diva relembrada por bacanas que comandam as melhores festas retrô. Ivi que nos atualize sobre o fenômeno das pistas no new 80's revival.
Em homenagem a Cris, que comemorou seus 40 anos com uma superfesta à fantasia 80, e a todas as minhas amigas companheiras inseparáveis de pistas animadas, aí vai o clipe de Xaaaaaaanaduuuuuuuuuuuuuuuuuuu.
sábado, 13 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A arte de aprender a ensinar
Mais uma vez fui convidada a participar de uma aula na faculdade de Comunicação para relatar experiências como jornalista no mercado de trabalho. Como minha trajetória é 90% em comunicação institucional, com assessoria de imprensa e ferramentas afins, o tema era este. Tinha a ideia de planejar uma aula, começo, meio e fim, levar publicações, como fiz da outra vez, mas não deu. Como sempre minha rotina turbinada em três turnos e as múltiplas funções intercaladas com o direito que me concedo de estar a pequena Buda, meus pais, irmão, cunhada, sobrinhos e até meu cachorro (aliás, esse qualquer hora me reprova por frequência!) não li o que separei, não programei falas, nem anotei citações bibliográficas.
A "aula show" como definiu minha anfitriã foi exatamente o que deveria ser e não o que idealizei. Portanto, aí vai a primeira lição: frustração pelo que não fizemos não vale a pena. Nem sempre as expectativas que pensamos existir são reais. Para variar, falei tanto que o tempo estourou. Ouvi também, respondi muitas perguntas e fiquei feliz ao manter todos ali, sentadinhos, me olhando, me ouvindo. Meu amigo e mestre que me convidou para a primeira dessas participações em sala de aula me ensinou que este é o desafio do bom palestrante, ou professor, orador: conquistar a atenção e despertar o interesse dos que ali estão para te ouvir e aproveitar o que dizes de alguma forma. Ninguém saiu da sala para fumar ou ir ao banheiro e não voltou mais. Ainda bem. Ficava constrangida ao ver professores passarem por isso.
Nunca fui mesmo muito apegada a teorias, credito a devida importância aos conceitos para orientar a prática e acho um pouco chato ficar botando citação ou nota em tudo que se fala ou escreve. Referências valorizo sim. Eu sou é muito prática e adoro as vivências, sobretudo as lições que tiro delas. Tanto quanto me deixa feliz passar adiante o aprendizado das minhas experiências.
Com os estudantes, estes para os quais falei no início da semana, os do outro convite aceito há alguns anos, com meus colegas de trabalho, colaboro e sou grata por isso. Ter a chance de contar o que vivi, bons e maus momentos, vitórias e fracassos, o que faria melhor hoje, recebo como um presente estes momentos. Adoro estar entre os mais jovens e as crianças porque gostam de uma boa historinha. A pequena Buda diz "mãe, fala daquela vez que você fez tal coisa" sempre que se depara com alguma situação em que precisamos recorrer ao manual das boas práticas da vida. Do mesmo jeito que minha mãe me ensina até hoje. Tenho uma coleção de vivências dela em histórias de fazer rir, chorar, pensar e mudar. A minha preferida da categoria "a curiosidade matou o gato" é a do dia em que ela quase foi parar no hospital com uma ervilha entalada em uma das narinas. Duvidou da vovó e quis tirar a prova, saber que cheiro tinha a bolotinha verde sobre a mesa, ignorando a recomendação sobre o perigo de se aspirar pequeninas coisas.
A "aula show" como definiu minha anfitriã foi exatamente o que deveria ser e não o que idealizei. Portanto, aí vai a primeira lição: frustração pelo que não fizemos não vale a pena. Nem sempre as expectativas que pensamos existir são reais. Para variar, falei tanto que o tempo estourou. Ouvi também, respondi muitas perguntas e fiquei feliz ao manter todos ali, sentadinhos, me olhando, me ouvindo. Meu amigo e mestre que me convidou para a primeira dessas participações em sala de aula me ensinou que este é o desafio do bom palestrante, ou professor, orador: conquistar a atenção e despertar o interesse dos que ali estão para te ouvir e aproveitar o que dizes de alguma forma. Ninguém saiu da sala para fumar ou ir ao banheiro e não voltou mais. Ainda bem. Ficava constrangida ao ver professores passarem por isso.
Nunca fui mesmo muito apegada a teorias, credito a devida importância aos conceitos para orientar a prática e acho um pouco chato ficar botando citação ou nota em tudo que se fala ou escreve. Referências valorizo sim. Eu sou é muito prática e adoro as vivências, sobretudo as lições que tiro delas. Tanto quanto me deixa feliz passar adiante o aprendizado das minhas experiências.
Com os estudantes, estes para os quais falei no início da semana, os do outro convite aceito há alguns anos, com meus colegas de trabalho, colaboro e sou grata por isso. Ter a chance de contar o que vivi, bons e maus momentos, vitórias e fracassos, o que faria melhor hoje, recebo como um presente estes momentos. Adoro estar entre os mais jovens e as crianças porque gostam de uma boa historinha. A pequena Buda diz "mãe, fala daquela vez que você fez tal coisa" sempre que se depara com alguma situação em que precisamos recorrer ao manual das boas práticas da vida. Do mesmo jeito que minha mãe me ensina até hoje. Tenho uma coleção de vivências dela em histórias de fazer rir, chorar, pensar e mudar. A minha preferida da categoria "a curiosidade matou o gato" é a do dia em que ela quase foi parar no hospital com uma ervilha entalada em uma das narinas. Duvidou da vovó e quis tirar a prova, saber que cheiro tinha a bolotinha verde sobre a mesa, ignorando a recomendação sobre o perigo de se aspirar pequeninas coisas.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Destino
Há uma flor no meu jardim, uma linda flor amarela e perfumada. Só penso em quanta coisa boa esse delicado presente da natureza coloca em meus dias, o quanto sua imagem me encanta, me envolve, me alegra. Outra pequena vida tenho em mim, de mim para o mundo, meu trabalho mais profundo. Ela me abençoa por sua existência, me torna diferente há cada dia, melhor a cada hora, me completa em tantas outras coisas boas que estão dentro de mim. Luz da minha casa.
A felicidade é isso, vem de dentro, dessa certeza preenchida de luz, de vivas cores, de perfumes agradáveis, de sorrisos, de amores, de paz, de fé, esperança. Vivo, vivo intensamente, internamente e aparentemente. Amo, amo internamente e aparentemente. Sorrio, sorriso fácil, não importa onde, nem para quem, importa que ele é verdadeiro, que ele é puro e é sincero. Nosso destino é um jardim repleto delas, as lindas flores, cheio de amores, livre, livre, livre, livre, como eu sou.
A felicidade é isso, vem de dentro, dessa certeza preenchida de luz, de vivas cores, de perfumes agradáveis, de sorrisos, de amores, de paz, de fé, esperança. Vivo, vivo intensamente, internamente e aparentemente. Amo, amo internamente e aparentemente. Sorrio, sorriso fácil, não importa onde, nem para quem, importa que ele é verdadeiro, que ele é puro e é sincero. Nosso destino é um jardim repleto delas, as lindas flores, cheio de amores, livre, livre, livre, livre, como eu sou.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Mais para Malu Mader do que para Malu Mulher
Adoro minhas amigas órfãs de seriados dos anos 70 que nem eu. Outro dia, uma engraçadinha me mandou uma foto da Regina Duarte naquele Malu Mulher. Sabe aquele em que ela faz a desquitada (na época era moda falar desquitada ou divorciada) e sua filha (Najara Turetta!) cheia de problemas pertinentes aos adolescentes naqueles anos?Não que eles (os filhos, as situação da vida) sejam muito diferentes dos de hoje, mas acho que somos menos dramáticas que a Malu, bem mais práticas e descoladas. Graças a Deus. Também somos mais joviais, mesmo aos quase 40. Os editoriais de Cláudia e Marie Claire já anunciavam ali pelo início dos anos 90 que balzaquianas, só beeeem depois disso. O ser humano evolui, até um dia nascer sem dente siso, apêndice, essas coisas desnecessárias. Não precisamos ser chatas por motivo algum, certo? E, sinceramente, acho a Malu Mulher batalhadora e tal, mas é meio sem sal (não sei é poque a Regina Duarte a fazia assim) daquelas que adora entupir os ouvidos dos outros com chatices, tudo é problema, dilema, sofrimento.
Mas aí quando eu li as matérias das revistas femininas sobre os novos perfis de mulheres, naquela ocasião não fiquei nem um pouco surpresa. Desconfiava disso e teria sido personagem das reportagens, se elas não tivessem sido editadas antes do dia em que minha mãe me colocou no meu devido lugar, pelo telefone, aos 30 anos. Liguei pra anunciar que estava grávida e chorei copiosamente, enquanto ela, muda, me ouvia soluçar: v-o-u s-e-r m-ã-e...
Ela achou que eu estava emocionada (e de fato eu estava) mas as lágrimas daquele momento ao falar com minha mamãe eram de medo, verdadeiro pânico de ser eu a mãe agora, quando me sentia uma adolescente, incapaz de me transformar assim, da noite pro dia. Ela me enquadrou, obviamente. Eu, como sempre, peguei no tranco. Até outro dia (mais precisamente há uns dois anos) eu ainda era meio garota, confesso. Agora sei lá, não é só porque ando de salto todos os dias, trabalho maquiada e quero um carro sedan que acho que estou mudando. Gosto mais de vinho do que de cerveja, mas só bebo uma vez por semana. Prefiro sair pra jantar, ir ao teatro, cinema ou festas. Não tenho paciência pra guitarras (eu deveria estar naquela passeata de 67 que Caetano detonou no filme que vi outro dia e comentei aqui). Meu gosto é mais exigente do que nunca no geral, não só para bolsas, perfumes e sapatos, entre outras preferências de consumo. Como tenho uma filha pequena para criar, não perco as medidas neste aspecto, me contento em ter meu bom gosto. Por enquanto.
Voltando aos seriados, outro remake me chega aos ouvidos em forma de pérolas que só as amigas despejam para nos fazer rolar no chão de tanto rir. Olha essa: "amizade colorida". Não lembro qual foi a última vez que ouvi esse termo, mas faz tempo. Pois como quem responde lá do topo da experiência de vida e relacionamentos, ela me saca essa do fundo do baú: - Ai, eu não quero mais saber de compromisso. Comigo agora é só amizade colorida. Relembramos tudo, da trilha sonora até a cara do Fagundão (ele mesmo, Antonio Fagundes, o galã barulhento de várias gerações) fazendo as vezes de fotógrafo gato e se dando bem entre as "amigas". Ai, ai, o que seria da vida sem esses momentos bembi (zarros), né?
sábado, 16 de outubro de 2010
Não queira ver uma menina brava
Quando a pequena Buda estava aprendendo a andar, meio a contragosto deixei que usasse um andador que ganhou de presente. No apartamento o espaço já não era o ideal e ela sempre foi muito participativa, me seguia por todo canto. Naquele dia, entro na cozinha e ela fica entalada na porta, por causa do bendito andador, que era largo feito um disco voador. Aí, pela primeira vez, ela manifestou indignação ao ver que ninguém notara sua dificuldade em se locomover e disse a que veio: - Eiiiiiiiiiiiii, nenéééééééééééééém!!!!!!!!!
Esse vídeo da Isabela indignada com a porta fechada diante do pai me fez lembrar essa passagem. É muito engraçado mesmo. Não é à toa que está batendo recorde de acessos no Youtube. Dica de Jonas Brother que vale conferir.
Esse vídeo da Isabela indignada com a porta fechada diante do pai me fez lembrar essa passagem. É muito engraçado mesmo. Não é à toa que está batendo recorde de acessos no Youtube. Dica de Jonas Brother que vale conferir.
sábado, 9 de outubro de 2010
Encantador
O encanto está no olhar
Diante de mim objetos reluzem
brilhantes, brilhantes
ao toque do meu olhar
Sobre mim se elevam, pululam
dançantes, dançantes
ímpar, busco neles um par (sem nunca encontrar) Des/vendo-me neles
aprecio a dança do tempo
e, sentado em mim, descubro
o encanto está no olhar
(Tales Nunes)
www.vidadeyoga.com.br
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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