sexta-feira, 7 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Notícias da Lili

Jamais duvido de que tudo que acontece é bom e de que as coisas não se movem até que devam se mover. Olha a Lili, nossa fofa hóspede de quem trago as boas novas. Um belo dia abri minha caixa de e-mails e vejo lá uma resposta esbaforida de Anita Martins (a jovem jornalista que conhecia pelo fascinante jeito de contar as coisas, as suas aventuras pelo mundo no  blog que tenho aqui entre os meus favoritos). A campanha por um lar pra Lili seguia, uma moça marcava a desmarcava a visita para conhecer a cachorrinha e Anita aparece dizendo que só naquele dia tinha lido a mensagem com o cartaz da campanha de Lili que disparei. Tinha de ser ela.
Lili é a primeira experiência de convivência de Anita com um cãozinho. Ela tinha medo de cachorros e isso é muito normal, acontece. Lili também tinha medo de humanos. Qualquer gesto, mesmo que fosse de carinho a fazia encolher-se, num primeiro momento, e até urinar involuntariamente. Não sabemos o que ela viveu até o dia em que a encontramos com fraturas na bacia, abandonada ali na Baía Sul. Só que não vamos pensar no passado triste, mas sim no presente e no futuro felizes da nossa lobinha de riso fácil, bagunceira e ciumenta, como conta Anita. Ela mora num espaçoso e seguro quintal, recebe amor, carinho, passeia de carro com sua família e tem aqui eternos amigos: eu, pequena Buda e Pepê. Daqui pra frente, tudo vai ser diferente, Lili! Tudo já é mais felicidade na sua vida e nas vidas de quem você faz sorrir.
 Lilly da pequena Buda é Lili da Anita. Pepê da Christiane é João Pedro de Edu e Zé Cláudio. E assim animais criam laços fraternos entre humanos e nos ensinam que para amar e ser amado, basta querer.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A natureza é sábia

Tem coisas que não mudam. Pode o ser humano evoluir, adaptar normas de conduta aos novos tempos, mudar hábitos, mas existem as características imutáveis para cada etapa da vida. As das crianças são as que me ocorrem por ora, já que tem uns 15 dias que só ouço a minha dizer: - mãe, tá chegando o Dia das Crianças. É como querer que criança não faça sujeira, nem bagunça, nem cometa traquinagens a gente desejar que elas tenham consciência de que o quarto delas já tem muito mais brinquedos do que deveria. Só quem é mãe ou pai sabe o quanto é difícil convencê-los a doar alguns deles, sempre que algo novo chega. A gente apela até para o senso de organização, afinal é desesperador ver a o quarto deles na maior bagunça e não ter mais onde guardar trecos. Para mim isso é tão sério, que me declaro contra os brindes de fast food. Tá doido, quanta tranqueira acumulada. Sim, porque eles não brincam com essas coisas. Na hora de doar brinquedos, é cada desculpa esfarrapada, que chega até a ser engraçado.  - Mãe, mas esse boneco foi o meu primeiro de quando eu tinha três anos!  - E daí? Penso em responder ao argumento, apropriando-me da gíria do momento entre os tweens. Nada pode ser mais irritante do que ouvir esse "e daí?" acompanhado daquela expressão de sabichão independente que eles fazem.
É nosso dever educar os pequenos para o consumo, é ainda mais importante darmos o exemplo. Aí que mora o dilema. Assim como é do ser criança uma série de coisas como querer brinquedos em exagero e dar respostas espertinhas, é de ser pai em eterno aprendizado cometer os tropeços mais tradicionais. De vez em quando eu ouço: - Ué, mas você me disse que a gente só compra aquilo que precisa... você já não tem isso, mamãe?
Ô, meu pai, que vontade novamente de dizer:  - E daí? Mas eu não digo, claro. Respiro, penso e sigo firme no propósito de educar:  - Você tem razão, eu não preciso disso agora. Seria um ato de consumismo, filha.
 E obrigada por me lembrar disso.
Bom, eu acredito que assim eles aprendem e adquirem mais confiança ao saber que adultos também derrapam. E o melhor: entendem como é possível mudar, optar pelo que seria correto. Outro dia li num link a partir do Twitter uma matéria na qual o fabricante de um produto ou um grupo deles tachava o Instituto Alana de mau. Dizia que a Ong não gostava das criancinhas porque pretendia cercear o direito de ser criança, de comer besteira, de desejar brinquedos da moda e tal. Sabe que fiquei intrigada com isso? Não a ponto de concordar com tal afirmação superficial sobre o trabalho de estudiosos sobre mídia, consumo e educação, que vai muito além disso de supostamente tolher a infância e o que dela faz parte. Muito pelo contrário. Os pais de hoje são empurrados para uma rotina na qual delegam quase tudo sobre o ato de educar a alguém ou a alguma instituição. Não me pergunte o que os leva a isso porque direi o óbvio: mulheres no mercado de trabalho (ainda bem!), o anseio pela segurança material, a busca inconsciente sobre vários aspectos, o que é da natureza humana e o consumismo, por que não? Pronto, voltei ao início de tudo: o homem natural. Entre o homem natural e o homem espiritual, ainda me sinto no meio, um tanto camaleão. Ora natural, ora espiritual,  tento fazer as melhores escolhas. Acho que a tendência é tornar-me apenas um deles, com o passar do tempo. Naturalmente o tempo me levará para o espiritual. Porque é essa a tendência das pessoas, quando amadurecem. Ainda a caminho de lá e envolvida num trabalho de pesquisa sobre a propaganda brasileira, enquanto sou assediada por minha filha para o Dia das Crianças, mergulhei no meu passado de infante consumista e encontrei um velho bordão slogan. O comercial, pelo que consta, foi criado pela DPWZ, que depois se desmembrou em DPZ e W/Brasil, nos anos de 1980. A gente não só bombava isso nos ouvidos dos pais como também seguia a dica dos reclames, fixando bilhetinhos de "Não esqueça da minha Caloi" por todos os cantos da casa. Genial.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mantramix

Let it be and everything is gonna be all right.


domingo, 18 de setembro de 2011

A alma do negócio

Como seduzir, se não pela essência? Pela boa película. Quizáz, Quizáz, Quizáz, para Loewe, me arrebatou.

domingo, 31 de julho de 2011

Lilly procura um lar

Dizem que nossos pensamentos e ações atraem as energias que vibram na mesma fequência deles e que os pensamentos geram ações. Tenho estudado e aprendido muito sobre isso e constato a verdade a cada dia, minuto, a cada pensamento e gesto. Contei no post anterior a história de como Lilly ( Pequena Buda me advertiu: é Lilly com "y") entrou em nossas vidas e atribuo isso a meu anjo, que age para meu bem a pedido de Deus, a energia universal na qual acredito, e também aos meus pensamentos e ações. Agora que Lilly está curada, ela precisa de um lar porque sua passagem por nossas vidas teria de ser assim. Vamos cumprir o ciclo e dele tirar todo o aprendizado possível: fé, esperança, amor incondicional e paciência. 
Nessa nova fase, atraímos para o nosso lado a Ana e a Angelita, a quem agradeço. Uma é reconhecida ativista da causa animal e a outra uma artista de mão cheia. E, claro, ambas são dois generosos corações que entraram na campanha de adoção da Lilly já arregaçando as mangas. Olha aí, vamos divulgar o cartaz de busca por um lar para Lilly e comemorar todos juntos o desfecho feliz dessa história? Se você quiser o arquivo do cartaz para ajudar a divulgar, é só pedir. Se quiser adotar Lilly, abra seu coração sem medo de ser feliz.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Esperança é a primeira que nasce

Era uma manhã meio preguiçosa, mas ainda assim fui para minha rotina de exercícios na Baía Sul. Naquele dia tinha planejado pular a meditação no trapiche. Porém, a corrida exigira tanto de mim que achei merecido o momento de repouso do corpo e da mente. Cada vez mais acredito nas escolhas pela intuição, no livre arbítrio e no amor. Pois é nisso que me amparo para contar sobre o encontro com Lili, esta pequena loba aí da foto, com olhos puxadinhos  e cheios de charme e esperança. Acomodada sob um pedaço de plástico, ao lado da casa de barcos,  no caminho para o trapiche, ela aguardava ajuda. Tinha um punhado de ração deixada a uma distância que somente alcançaria quando a dor lhe permitisse se arrastar até lá. Sem água e nem teto, não sabia que aquela noite seria das mais frias. Quem a deixou lá ferida em um provável atropelamento também não pensou nisso, quero crer. Desejou, já arrependido, que alguém a recolhesse antes da noite chegar. Se não foi assim, prefiro nem pensar em outro argumento. Também vou considerar a total ignorância dessa pessoa a respeito da lei federal que considera crime o abandono de animais. Acima de tudo, vou pedir a Deus o perdão para, a partir de agora, só falar de amor.
Agradeço por meu anjo me guiar até este lugar e por Lili ter entrado em nossas vidas. Agradeço ao dr. David, veterinário da clínica Duro de Roer (48 3234 4170) que prontamente se dispôs a atender Lili lá no local onde a deixei com a promessa de buscar socorro. Ao dr. Ricardo, da clínica Pet Sul (48 32331469), onde Lili ficou internada por três dias, também agradeço. Recomendo maior agilidade no atendimento do serviço público, que contatei ao meio dia e me retornou no meio da tarde. Se fosse questão de vida ou morte, Lili não teria chances. Mas ela teve. Assim como nós também tivemos a oportunidade de aprender muito com essa cachorrinha, nos últimos 40 dias. Eu e Pequena Buda, com a ajuda do Pepê, nosso mascote, e de amigos. Nosso cão solidário gentilmente cedeu a sua casa de madeira para abrigarmos Lili, soube dividir a nossa atenção e carinho com ela, o que para um terrier não é uma tarefa muito fácil. A fisioterapia indicada pelo veterinário, as preces, os pensamentos e palavras positivas, as histórias de ninar que a Pequena Buda leu para ela, além das outras brincadeiras diárias com a nossa hóspede, a força de amigos a quem recorremos para ajudar com o material necessário para os cuidados com a cachorrinha, a ração doada pela vovó Lúcia (com ela recolhi alguns cães das ruas, quando eu era criança. Dela recebi a devida educação para amar.) tudo contribuiu para o agora: Lili está de pé, corre, abana a cauda branca de lobinha, sorri, late e faz travessuras comuns a qualquer cão de oito meses. Ela venceu com sua esperança e nós recebemos de Lili uma grande lição de amor e fé. Quando via suas patinhas feridas por arrastar-se no chão, eu ficava triste, desconfiava até da previsão médica de que ela voltaria a andar. Então refazíamos os planos, pensávamos em mandar fazer umas rodinhas adaptáveis as patas traseiras da matusquela. Ideia da Pequena Buda, esclarecendo que Lili seria igual a qualquer pessoa com demandas especiais e seria feliz assim também. Mas aí, a pequenina abanava o rabo para mostrar que recuperava os movimentos. Fazia xixi no jornal para vermos que o controle da urina se regularizava. Uma senhora, ao ouvir minha conversa com uma amiga, no elevador de um prédio público, intercedeu: - pode acreditar que ela vai andar. Meu salsichinha teve cinco fraturas na bacia, andou em cinco meses.
Eu não sabia quantas eram as fraturas de Lili, mas David tinha me dado uns quarenta dias para a recuperação dela. E foi batata!
Muitas vezes conversamos:
- Lili, você é muito corajosa. Enquanto o Pepê chora ao sentir os primeiros pingos de chuva, pedindo para ser recolhido, você vai sozinha para dentro da casa e dorme tranquilamente, até a tempestade passar. Não tem medo de trovões, nem de fogos de artifício. É paciente para aguardar sua hora de poder entrar aqui em nossa casa, porque entende que agora não sabe quando e nem onde fará xixi e caquinha. Você será uma grande dama!
Todas as vezes que o vovô terrier rabugento rosna, ela devolve graça para ele. Se lá no cachorrês, entre eles, recebe ofensas inaceitáveis, sabe se defender com bravura e elegância. Aliás, isso está ficando mais frequente e, suponho, é hora de separar os dois. Quando adotei meu primogênito, sabia que era um cão possessivo, ciumento e muito inteligente. Eu o amo exatamente como é, um tanto imaturo e inseguro. Por isso mesmo ele só mostra os dentes para Lili, sabe muito bem que numa moça não se bate nem com uma flor. E também compreende a imaturidade da filhote, sua necessidade de segurança e de demarcar seu território.
Os terries escolhem seus donos, tão logo são ambientados em uma casa. Tive a felicidade de ser "a eleita" de Pepê e sou grata por este meu amigo fiel de todas as horas. Agora o amo e respeito ainda mais porque soube dividir seu espaço na matilha com uma irmã necessitada. Mostrou que é um cavalheiro.
Lili está curada e é hora de buscar um lar para ela. A campanha nas redes sociais tem sido auxiliada por amigos e ongs de proteção e de encaminhamento para a adoção de animais. Não vou dizer adeus porque Lili será nossa amiga para sempre, onde quer que esteja. Espero vê-la solta num espaçoso e seguro quintal, cercada de amor, cuidados e de alegria. Que assim seja!