Hoje acordei com essa canção na cabeça e botei pra rolar. Bob Marley tem tocado muito aqui, até porque combina demais com sol e a praia que começamos a curtir nos últimos dias, graças a Deus. Também porque minha filha descobriu Bob, assim como Michael Jackson, Lennon e outros artistas menos universais também. Agora toca os hits de sua preferência até furar a bolacha digital.
Mas eu fui atrás do especial da Bizz sobre reggae para o qual colaborei em 2000, se não engano, ainda em São Paulo. Procurei feito doida no meu portfólio e nada do exemplar aparecer. Com um pouco se perseverança, encontro o que procuro no meio da arrumação ainda improvisada do escritório. "Reggae - Vibração na Cabeça" de Bizz Extra está devidamente resgatado para relembrar a linda história por trás de Stir It Up e toda a trajetória do ritmo que saiu da Jamaica para ganhar o mundo. Toca aí no soundsystem.
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
My Happy Eyez
Então aí vai minha contribuição para o feri. É assim, com alegria nos olhos e no coração que sigo neste dia de sol. Mando esta canção do Cocorosie para cantar e encantar, e diga se não é uma fofura? Tem bombado always nos meus percursos. Dedico ao meu personal DJ.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Nos braços do Cristo
Subir o Corcovado não estava no programa, nem ver o Cristo Redentor coberto quase até os joelhos por uma tela de proteção dessas de construção. Mas quis acompanhar minha jovem companheira de trabalho nessa aventura em sua primeira viagem ao portão de acesso do turismo brasileiro. E se tratava de mostrar a ela cartão postal mais famoso da Cidade Maravilhosa, sem falar no fato de sempre admirá-lo, de longe ou perto, com a mesma fascinação de quando ainda era uma menina, a cada passeio na Zona Sul da minha cidade.
Dessa vez vi macacos barulhentos fazendo graça para quem compava ingressos de R$ 14,00 para pegar o transporte até lá. Calor sem sol no Rio, uma francesa espirrando dentro da van fechada por causa do ar condicionado. Me bateu a neura. Lembrei da "etiqueta da tosse", que serve pro espirro também, essa que a Vigilância Sanitária distribuiu em cartazes por tudo quanto é lado. Nem um lenço de papel pra segurar aquelas borrifadas de vírus a turista tinha em mãos. Tudo bem, aos pés do Cristo, rezei pra não ser contaminada. Minha colega fotógrafa, com o frescor de seus vinte e poucos, nem aí pro H1N1. Nessa idade ainda não se tem medo de morrer. Fui no embalo. Subimos sem parar pra averiguar as lojinhas no caminho até os pés do Senhor. O Cristo estilizado em acrílico, em cores primárias era uns R$ 45,00 e tinha mais a minha cara.
Que miragem, o Rio pequenino era a maquete do arquiteto do mundo diante dos nossos olhos. Aí todos os clichês sobre o cidade mais bonita do Brasil vieram à tona, muitas nem nos demos ao trabalho de expressar, ficaram no limbo entre o pensamento e as palavras. Aliás, ficamos um bom tempo sem dizer nada, só admirando tudo. Pra mim, foi como um reencontro com minhas origens, em todos os sentidos. Com o Rio e com o Cristo.
Não, não fizemos fotos. Preferi ficar com as lembranças do que meus olhos registraram e as emoções que senti dessa vez. Na volta, que sufoco, a francesa embarcou na mesma van. Jesus, me acode. Tudo bem, não espirrou. Mas minha colega de trabalho, naquele meio período de nossa folga na cobertura de uma grande feira de turismo, não quis perder a chance de ver mais Rio de cenário de novela e cinema. Tá bom, vamos ver os Arcos da Lapa.
Descemos morro abaixo por um caminho alternativo. Isso no Rio é meio arriscado, especialmente para quem não conhece a cidade. Logo percebemos o rumo equivocado, descíamos por uma favela e fomos avisadas de cara por um morador: " aí, a bala tá comendo". Vamos voltar, então, isso não é um favela tour. Tarde demais. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", avisou o senhor de lá do portão. Mandou a gente descer "na manha, a uns 20km/h". Seguimos adiante fazendo cara de quem não estava fugindo de nada e nem tinha nada a ver com o confronto entre traficantes. E era verdade, mas quem garante que ia colar?
Na curva seguinte, uma moto com dois caras abre caminho pra outra com os "soldados" armados. Nunca tinha visto uma metralhadora de tão perto, gelei. Minha colga de trabalho, aos vinte e poucos, experimentou, pela primeira vez, o tal medo de morrer. Fez tudo ao contrário do recomendado pelo velho morador do morro carioca. Apavorada, deitou no banco, mas não chamou a atenção. Eu, imóvel, pedi ao Cristo: Senhor, ainda estamos em teus braços, faça com que sejamos invisíveis aos olhos desses homens e as miras de suas armas. Em menos de cinco minutos avistamos os Arcos da Lapa.
Dessa vez vi macacos barulhentos fazendo graça para quem compava ingressos de R$ 14,00 para pegar o transporte até lá. Calor sem sol no Rio, uma francesa espirrando dentro da van fechada por causa do ar condicionado. Me bateu a neura. Lembrei da "etiqueta da tosse", que serve pro espirro também, essa que a Vigilância Sanitária distribuiu em cartazes por tudo quanto é lado. Nem um lenço de papel pra segurar aquelas borrifadas de vírus a turista tinha em mãos. Tudo bem, aos pés do Cristo, rezei pra não ser contaminada. Minha colega fotógrafa, com o frescor de seus vinte e poucos, nem aí pro H1N1. Nessa idade ainda não se tem medo de morrer. Fui no embalo. Subimos sem parar pra averiguar as lojinhas no caminho até os pés do Senhor. O Cristo estilizado em acrílico, em cores primárias era uns R$ 45,00 e tinha mais a minha cara.
Que miragem, o Rio pequenino era a maquete do arquiteto do mundo diante dos nossos olhos. Aí todos os clichês sobre o cidade mais bonita do Brasil vieram à tona, muitas nem nos demos ao trabalho de expressar, ficaram no limbo entre o pensamento e as palavras. Aliás, ficamos um bom tempo sem dizer nada, só admirando tudo. Pra mim, foi como um reencontro com minhas origens, em todos os sentidos. Com o Rio e com o Cristo.
Não, não fizemos fotos. Preferi ficar com as lembranças do que meus olhos registraram e as emoções que senti dessa vez. Na volta, que sufoco, a francesa embarcou na mesma van. Jesus, me acode. Tudo bem, não espirrou. Mas minha colega de trabalho, naquele meio período de nossa folga na cobertura de uma grande feira de turismo, não quis perder a chance de ver mais Rio de cenário de novela e cinema. Tá bom, vamos ver os Arcos da Lapa.
Descemos morro abaixo por um caminho alternativo. Isso no Rio é meio arriscado, especialmente para quem não conhece a cidade. Logo percebemos o rumo equivocado, descíamos por uma favela e fomos avisadas de cara por um morador: " aí, a bala tá comendo". Vamos voltar, então, isso não é um favela tour. Tarde demais. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", avisou o senhor de lá do portão. Mandou a gente descer "na manha, a uns 20km/h". Seguimos adiante fazendo cara de quem não estava fugindo de nada e nem tinha nada a ver com o confronto entre traficantes. E era verdade, mas quem garante que ia colar?
Na curva seguinte, uma moto com dois caras abre caminho pra outra com os "soldados" armados. Nunca tinha visto uma metralhadora de tão perto, gelei. Minha colga de trabalho, aos vinte e poucos, experimentou, pela primeira vez, o tal medo de morrer. Fez tudo ao contrário do recomendado pelo velho morador do morro carioca. Apavorada, deitou no banco, mas não chamou a atenção. Eu, imóvel, pedi ao Cristo: Senhor, ainda estamos em teus braços, faça com que sejamos invisíveis aos olhos desses homens e as miras de suas armas. Em menos de cinco minutos avistamos os Arcos da Lapa.
sábado, 17 de outubro de 2009
Teoria da evolução
Difícil não se emocionar. Minha filha de sete anos respondeu para a prima, meses mais velha, que falava sobre os primeiros habitantes da Terra.
- Sim, eu sei, isso tá na teoria da evolução.
Não chorei por pouco. É lindo demais.
- Sim, eu sei, isso tá na teoria da evolução.
Não chorei por pouco. É lindo demais.
Eu quero é mais
Acordei assustada hoje. O sonho era bom, a música tocava alto, a pista se abriu e eu dançava sobre um globo enorme, em meio a todas as cores possíveis. Sonho com cheiro, isso eu nunca tinha exprimentado. Perfume bom, o ar era geladinho, gostoso. Não via nenhum rosto, não conhecia ninguém. Mas pra mim tava ótimo, eu sentia uma alegria imensa, meus pés não paravam, meu corpo se movia por puro instinto. E era cada vez melhor a música, sentia um megafrenesi até que algo aconteceu, não sei bem o que foi. As luzes me carregaram para dentro de um túnel e eu me deixei levar. Mas via meu corpo ir sem mim, da porta do túnel mágico. Até que somente meus pés, com sapatinhos pink!!! se despediram de mim, foi a última cena. Lá fui eu, sentindo um imenso prazer quase indescritível. Abri os olhos e me assegurei de que era um sonho, sentindo um gostinho de quero mais. Tô aprendendo que sonhos são portas que se abrem para dentro de nós.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Fácil assim
Tentei, mas não consegui ser tão relapsa assim. Parti novamente em missão de resgate do meu blog perdido no espaço. Um dia até perguntei pra Aline como voltar a acessar, contei que tinha novamente perdido qualquer registro de como entrar aqui e voltar a postar um bocado de coisas. Ela não entendeu minha pergunta, ou ficou espantada com minha ignorância sobre o assunto e resolveu me dar um sacode. Seja o que for, a resposta dela em cometário num post que li por acaso dando buscas com meu nome no google me fez tomar uma atitude. Pronto, entrei, foi facinho. Agora também não me perco mais. Faz uns dez dias que adotei uma senha só pra tudo na vida que me pedir códigos. Que coisa boa, descobri que não devemos exigir mais de cabeças cheias de coisas, nem das vazias também. Só vou tirando uma letra aqui, colocando um número acolá, pra encaixar nas medidas de caracteres solicitadas em cada cadastro e pronto. Não é idade, não é queima de neurônio, é só bloqueio com senhas, como tenho com jogos de baralho e piadas. Não adianta me ensinar, como não gosto desse tipo de jogo, não aprendo. Não insista em me contar anedotas, não consigo rir, não acho graça, perco o interesse ainda no lead. Mas não desista de mim, eu sou legal.
domingo, 4 de maio de 2008
Perdida na blogosfera, que meda!
Assim como o coitado do Major Tom, na canção do David Bowie, eu perdi contato, my circuit's dead, oh my god! Sei lá eu qual foi a pane. Quer dizer, sei. Equeci senha e login pra entrar no meu blog e atualizá-lo, mesmo que muito esporadicamente. Que situação constrangedora, sem saber por onde andavam as palavras que havia espalhado no universo blogger, na tal blogosfera, fiquei cabreira. Hoje, do nada eu lembrei o e-mail que havia usado na criação do meu blog e vuuuuuumpt rompi barreiras do espaço cibernético e achei meu blog nessa imensidão de autores. Cá estou novamente feliz e resgatada por minha nave para muitas viagens.
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