
É hora de pensar no que fazemos, em quem somos neste epetáculo dirigido por Deus. O que nele nos encanta, faz rir e chorar, sofrer e celebrar. Que nessa vida não temos tempo pra nada, mas encontramos tempo demais para pequenices. É hora de ser gigante, como a natureza. Li uns comentários de leitores no noticiário catarinense e, pelo que percebi, quando o medo bate, todos ficamos sensatos. Um leitor reconhecia que "os ecochatos estão com a razão". Outro dava explicações apocalípticas e citava a inversão térmica, causada pelo aquecimento global e outros fenômenos propalados pelos cientistas. Tinha maluco vibrando com as big waves que podem pintar no litoral, fazendo o estilo camicase do tow in. Aqui da minha janela vendo o tempo passar e o vento soprar ameaçador, sei que preciso fazer mais pelo planeta. A começar por reciclar meu lixo, tornar isso um hábito mesmo, não só separar latas e garrafas dos encontros em casa com amigos.
Engraçado, hoje pela manhã vi minha sacola retornável atrás da porta da área de serviço e tomei a atitude que vivo prometendo aos empacotadores do supermercado, como que me justificando pelo descaso. Levei pro carro e pretendo usar na próxima vez que o consumo me colocar de cara com minha consciência. Até no shopping! Já pensou que engraçado? Me imaginei garimpando araras dos magazines e carregando tudo na minha sacola de pano. E no sacolão também. Mesmo quem tem o carrinho de feira leva as frutas, verduras e legumes naquelas sacolas plásticas verdes ou saquinhos transparentes. Não custa, é mesmo questão de praticar e de mudar de atitude. Agradeço por ter minha pequena Buda me dando lições que traz da escola sobre o amor à natureza. Me ensinando, no dia-a-dia, como ser legal.