domingo, 4 de maio de 2008

Perdida na blogosfera, que meda!

Assim como o coitado do Major Tom, na canção do David Bowie, eu perdi contato, my circuit's dead, oh my god! Sei lá eu qual foi a pane. Quer dizer, sei. Equeci senha e login pra entrar no meu blog e atualizá-lo, mesmo que muito esporadicamente. Que situação constrangedora, sem saber por onde andavam as palavras que havia espalhado no universo blogger, na tal blogosfera, fiquei cabreira. Hoje, do nada eu lembrei o e-mail que havia usado na criação do meu blog e vuuuuuumpt rompi barreiras do espaço cibernético e achei meu blog nessa imensidão de autores. Cá estou novamente feliz e resgatada por minha nave para muitas viagens.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Receitas para a vida moderna

Uma receita encontrada na minha pesquisa de outro dia sobre os pratos que aparecem nos ditos populares, nas gírias. Com vocês, o famoso Angu de Caroço! Só não me vai engasgar.

Por Maria das Graças Santiago Barbalho

Ingredientes
500g de milho amarelo para munguzá
leite extraído de 3 cocos
amido de milho para engrossar
sal a gosto

Modo de Preparo
Deixe o milho de molho de um dia para o outro. Lave bem os
caroços. Na panela de pressão, coloque o milho em 2 litros de
água, adicione o sal e leve ao fogo médio por 50 minutos depois
que começar a ferver.
Estando cozido, deixe amornar para colocar no liquidificador 3
conchas dos caroços com 2 conchas da água do cozimento dos
mesmos, após triturá-los misture com o restante dos caroços (sem
a água do cozimento).
Coloque o leite de coco (reserve um pouco para misturar com o
amido de milho) e leve ao fogo para cozinhar o leite. à parte,
misture o amido de milho com o leite reservado e jogue dentro
angú para dar a consistência desejada.
Me chama pra experimentar, não esquece.

Se-se-sebo nas canelas

Citando o post do Emerson Gasperin (no Fancaria) o Nego Moçambique é uma loucura com essa música que faz a gente dançar naquele passo do flashdance, tipo pedalando no ar. É bom demais. Larga a embreagem e vai só na banguela.

Pigmaleão do bem


O pigmaleão que deu origem à tendência massificada até o sertanejo era esse, estilo Gisele, Madonna. Bonito, né?

Boiei


Depois de ouvir a Defesa Civil avisar para ninguém sair de casa que o céu tá desabando nas terras de Santa Catarina de Alexandria, o que eu faço? Saio. A caminho do trabalho, sou arrebatada por uma onda em plena Madre Benvenuta. O carro foi de lado, avisei pro motoqueiro sair que eu tava sem controle. É que ele viu o carro vindo de lado e não atinou que aquela era uma manobra involuntária, um surfe forçado. Parecia aquela propaganda na qual a moça estaciona o carro na vaga entre outros dois veículos sem baliza, de ladinho. Segundos depois, o meio fio me salvou e eu parei.
Um caminhão acabara de passar pelo rio Santa Mônica - a avenida não exisita mais - e provocado aquela pororoca toda. Aí voltei apavorada para casa, agora sim disposta a atender a recomendação da Defesa Civil e evitar tragédias no caos da chuva em Floripa. No caminho pela Lauro Linhares, que não alagou, vim atenta, mas sem susto. Aqui não enche.
Como andamos em busca do sonho da casa própria, foi inevitável o assunto pautar meus pensamentos neste dia em que os defeitos da cidade, bairro a bairro, ficaram mais evidentes. Lembrei do que disse minha amiga Claudinha, descolada em negócios a moda americana, a mais exigente. "Começa a ver o imóvel sempre pelos defeitos, Nega", ensina ela. A estratégia é baixar o preço, que aqui é surreal desde que Floripa foi capa da Veja. Qualquer apê kinder ovo aqui não sai por menos de 200 mil. Sai não, encalha.
Voltando ao que pensei, assistindo a chuva de mais de 24 horas cair sem parar de fazer seus estragos, tive a idéia. Vou ligar agora para telefones em cartazes colados nas janelas de imóveis à venda em locais inundados e propôr uma visita: - ciquenta mil é muito! Imagina, quando chove alaga tudo!
Santa Mônica e região, bairros onde qualquer biboca de 100 foi pra 300 porque "o shopping valorizou" estariam, no dia de hoje, facinho, a preço de banana caturra.
- Valorizou? Ah, sim, agora os moradores podem compar no BIG, logo ali, um bote inflável na seção de produtos de praia e resolver a vida. Tem razão, o shopping agregou um valor ao bairro, até aterrou aquele mangue que atraía mosquito, dengue, febre amarela, credo. O bairro tá uma uva passa.
Não consegui visitar nada, nem daria. Só se fosse em apnéia, de snorkel, não de rasteirinha e óculos Jackie o, né?
Eu fui fazer uma piadinha com um corretor que me atendeu e não consegui dormir sem essa: - Ah, mas aí é exigir demais, minha senhora. Quem vive na Ilha, tá cercado de águaô.

Santa Catarina de Alexandria é padroeira deste estado abençoado e também dos estudantes, que estão entocados nos milhões de lançamentos imobiliários no entorno da UFSC. Por causa deles, dizem os especuladores imobiliários, esse bairro tá ficando a cada dia mais caro. Mas aí? Valorizou por que?
São Pedro, manda a trégua, manda mo quirido. Santa Catarina, rogai por nós.

O melhor das panelas

E como blogueira estreante, fico lendo os blogs dos amigos pra ver se tô indo bem. Fui ler o Dveras e fiquei deveras entusiasmada com o post dele sobre destaques 2007. Em gastronomia, eu apareço, com meu jantar mexicano! Aiiiiiiiiiiiii que bom, diria o mexicano que trabalhava com a Virgínia (alau, amiga) numa cozinha nos state. Em 2008 tem maaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiisssss, aiiiiiiiiiiiiiiarribaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Quanto sofrimento, né? Deve ser da pimenta.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A um passo do pigmaleão


Na rádio salão só se fala nisso. Estamos a um passo do pigmaleaõ. Depois de acidentes químicos com as técnicas de alisamento, evolução do vício diário da chapinha, onduladas e crespas não querem mais correr riscos. Em vez de desconstruir os fios, as moças agora adotam as camadas irregulares pra disfarçar o ondulado e a juba ressecada. Mas peraí, isso é quase um pigmaleão! É, tá valendo, o corte anos 80 faz festa nas ruas. Isso me faz lembrar minha formatura do segundo grau. Fui ao salão fazer uma transformação, queria parecer uma princesa, mas encontrei uma bicha de mau humor pilotando a tesoura. Não consigo crer que aquilo fora inspiração. Com o argumento de mostrar o que eu tinha de mais belo, meu rosto, a canalha me tascou um pigmaleão com um considerável delay, já estava na releitura sertaneja. De princesa a sapa, lá fui eu, cheia de grampos que tentavam sustentar um coque milagroso que me livrasse do estilo imposto pela vilã. Driblei o infeliz style com trucagens baratas, piranhas, grampinhos, até meados do primeiro semestre na faculdade. Por pouco eu não caso. Dessa vez ninguém me pega.